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Promaster solar ou automático: o mesmo nome, dois relógios

Maison Garde & Co. 7 min de leitura
Dois Citizen Promaster lado a lado sobre pedra escura, um de mostrador liso e outro com janela de dia

Trezentos e trinta reais separam um relógio que erra 15 segundos por mês de um que erra 40 por dia, e os dois se chamam Promaster.

A Citizen vende 111 referências Promaster no Brasil, e elas se dividem em duas engenharias que não têm nada a ver uma com a outra.

Sessenta e nove funcionam com luz e quarenta e duas funcionam com o movimento do seu braço. O nome no mostrador é o mesmo.

A ficha lado a lado

Promaster Eco-Drive Promaster automático
Preço de entrada R$ 2.550 R$ 2.880
Energia luz movimento do pulso
Calibre E168 Citizen 8203
Erro 15 segundos por mês 20 a 40 segundos por dia
Reserva cerca de 6 meses 40 horas
Rubis não se aplica 21
Para o ponteiro não se aplica não
Manutenção quase nenhuma revisão a cada 5 a 7 anos
Água 200 m 200 m

Os números do Eco-Drive saem do manual oficial do calibre, que declara ±15 segundos por mês e cerca de seis meses de autonomia.

Os do automático vêm da família Miyota 8, que é a divisão de movimentos da própria Citizen. O levantamento da Monochrome traz 21 rubis, 21.600 alternâncias, 40 horas e tolerância de menos 20 a mais 40 segundos por dia.

Repare no que empata: água, caixa e desenho. A escolha aqui não é sobre resistência, é sobre como o relógio se comporta no dia a dia.

O que o Eco-Drive faz melhor

Três coisas, e as duas primeiras não são pequenas.

A precisão. Quinze segundos por mês contra até quarenta por dia. Escrito de outro jeito: o automático pode errar em três dias o que o solar erra em um mês.

A caixa de entrada da família traz cristal mineral nos dois casos, como mostra a ficha oficial do BN0151. Isso não muda com o movimento.

A régua completa está em quantos segundos um relógio pode errar.

A autonomia. Seis meses no escuro depois de carregado. Você guarda em janeiro e ele está com hora certa em junho.

O automático para em 40 horas. Tirou na sexta à noite, ele já parou no domingo de manhã, e você acerta tudo de novo toda segunda.

A manutenção. Ele não pede revisão de mecânico. O automático pede, e é o serviço mais caro do uso normal de um relógio.

E é mais barato. R$ 2.550 contra R$ 2.880, o que é raro: normalmente o melhor de ficha custa mais.

Seis meses de autonomia contra quarenta horas. O automático para no domingo.
Seis meses de autonomia contra quarenta horas. O automático para no domingo.

O que o automático faz melhor

Sendo justo, porque a lista é curta e para muita gente ela ganha sozinha.

A mecânica em si. Rotor, mola, engrenagem e o ponteiro varrendo em vez de pular. Se é isso que te atrai em relógio, nenhum argumento de ficha substitui, e a diferença entre os tipos está em automático ou corda manual.

Ele nunca precisa de luz. Relógio guardado em gaveta escura por meses não morre, ele só para. Basta sacudir e acertar.

A célula não envelhece. O Eco-Drive usa uma célula recarregável de lítio, e ela dura muitos anos sem durar para sempre. Um automático bem cuidado atravessa décadas trocando peça.

A revenda é um pouco melhor. Mercado de usados prefere mecânico, mesmo quando o quartzo é objetivamente superior.

O contexto da família de movimentos está em o movimento que está dentro de meio mercado.

O detalhe que decide para muita gente

Aqui está a informação que quase ninguém dá, e ela vale mais que todas as outras linhas juntas.

O calibre 8203 não para o ponteiro de segundos. Quando você puxa a coroa para acertar a hora, o relógio continua andando.

Isso significa que acertar no segundo exato contra o celular é impossível. Você acerta o minuto e convive com a diferença.

Some isso à tolerância de até 40 segundos por dia e o resultado prático é desconfortável: o relógio sai do minuto certo em pouco mais de um dia, e você não consegue zerar direito quando corrige.

É exatamente a mesma armadilha do Seiko 5 clássico, que usa um movimento antigo com a mesma limitação, assunto de Seiko 5 Sports vale a pena.

O Eco-Drive não tem esse problema, porque quinze segundos por mês significa que você acerta uma vez e esquece.

A conta de dez anos

O preço de compra é a primeira parcela, e aqui a distância inverte.

Dez anos Eco-Drive Automático
Compra R$ 2.550 R$ 2.880
Manutenção quase nenhuma 1 a 2 revisões completas
Custo do serviço quase zero alto, semanas na oficina
Acertos de hora 1 ou 2 por ano toda semana
Teste de vedação vale a cada 2 anos vale a cada 2 anos

O automático já começa mais caro e continua cobrando. A conta completa está em quanto custa manter um relógio mecânico por 10 anos.

Existe uma despesa que aparece nas duas colunas: o teste de estanqueidade. A vedação envelhece sozinha, com uso ou sem uso, e duzentos metros sem teste nenhum depois de dez anos não são mais duzentos metros.

Quarenta segundos por dia contra quinze por mês. É a linha que separa os dois.
Quarenta segundos por dia contra quinze por mês. É a linha que separa os dois.

O que nenhum dos dois resolve

Vale registrar, porque a escolha entre eles esconde o que é igual.

Os dois são grandes. A linha fica entre 42 e 46 mm, e nenhuma das duas engenharias muda isso.

Os dois usam cristal mineral nas referências de entrada. Ele risca, e safira custa mais em qualquer das duas versões.

Os dois têm revenda fraca. Produção alta e marca de instrumento. Compre para usar.

O panorama completo da linha está em Citizen Promaster vale a pena, e a ficha da família de mergulho em Promaster Diver vale a pena.

Qual dos dois comprar

Compre o Eco-Drive se este vai ser um relógio de viagem, de fim de semana ou de apanhar. Ele nunca para e nunca pede nada.

Compre o Eco-Drive se precisão te importa. Quinze segundos por mês não tem resposta mecânica em nenhum preço desta faixa.

Compre o Eco-Drive se você quer economizar. Ele é mais barato de comprar e mais barato de manter.

Compre o automático se você quer a mecânica pela mecânica, e sabe que está pagando mais por um motor menos preciso.

Compre o automático se este vai ser o seu relógio de todos os dias. O pulso dá corda sozinho e a desvantagem das 40 horas some.

Existe um atalho que resolve em cinco segundos.

Se a ideia de pegar o relógio e ele estar parado te irrita, compre o solar. Se a ideia de um relógio sem peça girando lá dentro te deixa frio, compre o automático e pague a diferença sabendo o que ela é.

Perguntas frequentes

O Promaster automático é melhor que o Eco-Drive?

Não em ficha. Ele custa mais, erra mais, para em 40 horas e pede revisão. O que ele entrega é mecânica de verdade, que é um valor legítimo e não é desempenho.

Quantos segundos por dia o automático erra?

De menos 20 a mais 40, na especificação da família de movimentos. O Eco-Drive erra até 15 segundos por mês.

O Eco-Drive precisa de sol?

Não precisa de sol direto. Qualquer luz carrega, inclusive lâmpada de teto, e a carga cheia dura cerca de seis meses no escuro.

O automático Promaster para o ponteiro de segundos?

Não. O calibre 8203 não tem essa função, então acertar no segundo exato contra o celular não é possível.

A célula do Eco-Drive dura para sempre?

Não. É uma célula recarregável de lítio que dura muitos anos e um dia vira serviço de assistência, como qualquer componente.

Os dois têm a mesma água?

Têm. Duzentos metros nas referências de mergulho das duas versões, com a mesma caixa e o mesmo bisel.

O que decide

Esta é uma das comparações mais desequilibradas deste blog, e vale dizer isso com todas as letras.

Em número, o Eco-Drive ganha de lavada: mais preciso, mais barato, mais autônomo e mais fácil de manter. Não existe linha da ficha em que o automático de entrada seja superior.

O que o automático tem é uma coisa que não entra em tabela, e que faz metade das pessoas escolher ele mesmo assim.

Se você já sabe de qual lado dessa frase está, a decisão já foi tomada antes de você abrir este post. Se não sabe, o solar é a escolha que você não vai questionar em dois anos.

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