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Mido Commander vale a pena? A caixa sem alças desde 1959

Maison Garde & Co. 6 min de leitura
Mido Commander de mostrador prata e caixa sem alças sobre madeira escura

O Commander está em produção contínua desde 1959, e a caixa dele resolve um problema de desenho criando outro que quase ninguém menciona na loja.

Existe um relógio suíço em produção desde 1959, sem interrupção, e o desenho dele é reconhecível de longe por um detalhe estrutural.

Ele não tem alças. E isso é decisão, não economia.

O que é o Commander

É a linha mais antiga em produção contínua da Mido, e a mais fácil de identificar de longe.

A análise da Monochrome sobre o Commander 1959 descreve a peça com precisão: caixa monobloco, sem alças, bisel afilado e cristal abaulado, num conjunto que ela chama de quase uma pedra de rio.

Isso é diferente de tudo o mais no catálogo da marca:

A linha O que ela é Piso
Commander caixa monobloco de 1959 R$ 6.120
Multifort o esportivo R$ 6.834
Baroncelli o social de caixa fina R$ 6.834
Ocean Star o mergulhador acima

O Commander é o mais barato dos quatro, o que já é um argumento. As fichas dos vizinhos estão em Mido Multifort, Mido Baroncelli e Mido Ocean Star.

A caixa sem alças

Aqui está a decisão de desenho, e ela é mais radical do que parece.

Num relógio normal, a caixa tem quatro alças, que são os braços que seguram a pulseira. Elas são a parte que mais determina se o relógio cabe no seu pulso.

O Commander não tem. A caixa é uma peça só, e o bracelete sai direto dela. O resultado é uma silhueta contínua, sem interrupção entre relógio e pulseira.

Duas consequências boas vêm daí.

Ele assenta melhor que o diâmetro sugere. Sem alças esticando para os lados, um Commander de 40 mm ocupa menos pulso que um relógio comum de 40 mm. O método de medida está em como medir o pulso.

A silhueta é única. Nenhum concorrente direto na faixa faz isso, então ele não parece com nada.

A caixa é uma peça só, e o bracelete sai direto dela.
A caixa é uma peça só, e o bracelete sai direto dela.

O que isso custa na prática

Agora a parte que a loja não conta, e ela é a razão deste post.

Você não troca a pulseira. Sem alças, não há barra de mola padrão para encaixar outro bracelete. O que veio de fábrica é o que fica.

Isso muda a compra de três jeitos.

A cor da pulseira é definitiva. Escolheu aço, é aço para sempre. Escolheu couro, você vai depender da marca para repor.

A reposição vira serviço. Elo quebrado ou couro gasto significa peça original, e isso é prazo de espera.

O tamanho do bracelete importa mais. Ajuste de elo é o que existe, e não a saída fácil de comprar outra pulseira.

Nada disso é defeito. É o preço de uma silhueta que ninguém mais faz, e é bom saber antes e não depois.

Quanto custa no Brasil

Levantamos o catálogo inteiro. São 32 referências, de R$ 6.120 a R$ 20.094, com mediana em R$ 9.537.

E o corte de movimento é favorável: 28 delas são automáticas.

Peça Preço
Piso, Commander 1959 prata R$ 6.120
Commander 1959 prata R$ 7.038
Commander Big Date R$ 7.140
Commander 1959 Pixel R$ 7.140
Teto, Commander de topo R$ 20.094

Seis mil cento e vinte reais é o piso mais baixo de toda a Mido no Brasil, e ele já vem automático.

O motor é a família Powermatic 80 da casa, com a base ETA impressa na ficha, que é uma prática que a marca tem sozinha e está detalhada em Mido Baroncelli vale a pena.

Esse motor nasce de um ETA 2824 retrabalhado, com a frequência baixada para render 80 horas, e a Monochrome explica o processo inteiro.

As subfamílias que existem

O nome cobre variações e vale saber qual é qual.

Commander 1959 é a releitura fiel do original, com cristal abaulado e ar de época. É onde a linha começa.

Big Date troca a data pequena por uma janela grande e legível, e ganhou edição de 60 anos com análise dedicada.

Datoday acrescenta o dia da semana junto com a data.

Gradient trabalha o mostrador em degradê, do centro claro para a borda escura.

Chronograph é o cronógrafo da linha, e a ficha da complicação está em cronógrafo vale a pena.

Onde ele perde

Vale listar, porque é onde nasce o arrependimento.

A pulseira é definitiva. É a consequência direta da caixa monobloco, e a maior de todas.

O fundo não abre. Caixa monobloco costuma significar acesso pelo mostrador na hora da revisão, o que é serviço mais delicado. A conta está em revisão de relógio, quanto custa.

A marca é discreta. Mido não tem o reconhecimento de Tissot nem de Longines, e isso pesa na revenda, como discute relógio é investimento.

A mecânica não é exclusiva. O mesmo motor move Tissot, Hamilton e Certina.

O desenho divide. Caixa sem alças é assinatura para quem gosta e estranheza para quem não gosta, e não existe meio-termo.

Contra a vizinhança

A comparação com quem divide o mesmo motor, na faixa de seis a sete mil.

Commander Jazzmaster Tissot Gentleman Baroncelli
Piso R$ 6.120 R$ 6.120 R$ 4.590 R$ 6.834
Piso mecânico R$ 6.120 R$ 6.120 R$ 7.650 R$ 6.834
Caixa monobloco sim não não não
Troca de pulseira não sim sim sim
Refs no Brasil 32 86 25 47

A leitura é direta. O Commander empata no piso mecânico com o Jazzmaster e perde em variedade para ele.

O que ele tem que ninguém tem é a caixa. Se ela não te move, o Jazzmaster entrega mais opção pelo mesmo dinheiro, e o Gentleman entra mais barato no quartzo.

Sem alças, um Commander de 40 mm ocupa menos pulso que um comum de 40 mm.
Sem alças, um Commander de 40 mm ocupa menos pulso que um comum de 40 mm.

Qual comprar

Compre o 1959 se o desenho é o que te move. É a versão mais fiel ao original e a mais barata da Mido inteira.

Compre o Big Date se legibilidade importa. A janela grande resolve o problema da data minúscula de relógio suíço.

Compre com bracelete de aço se você pretende usar por anos. Sem troca de pulseira, o aço envelhece melhor que o couro.

Não compre se você gosta de trocar pulseira. Aqui isso simplesmente não existe.

Não compre sem experimentar o fecho. Como o ajuste é só por elo, o bracelete precisa fechar bem no seu pulso desde o primeiro dia.

Perguntas frequentes

O que é o Mido Commander?

É a linha mais antiga em produção contínua da Mido, lançada em 1959, com caixa monobloco sem alças e bracelete que sai direto do corpo do relógio.

Dá para trocar a pulseira do Mido Commander?

Não. A caixa é uma peça só e não tem alças com barra de mola, então o bracelete que veio de fábrica é o que fica.

Quanto custa um Mido Commander no Brasil?

De R$ 6.120 a R$ 20.094, em 32 referências, com mediana em R$ 9.537. É o piso mais baixo de toda a Mido aqui.

O Commander é automático?

Na maior parte. Das 32 referências brasileiras, 28 são automáticas.

Qual a diferença entre Commander e Multifort?

O Commander tem caixa monobloco sem alças e parte de R$ 6.120. O Multifort é o esportivo da casa, com caixa convencional e piso em R$ 6.834.

O Commander cabe em pulso fino?

Costuma caber melhor que o diâmetro sugere, porque sem alças ele não estica para os lados do pulso.

O que fica

O Commander é a peça mais antiga da Mido e a mais fácil de reconhecer, por causa de uma decisão tomada em 1959 e nunca revertida.

A caixa é monobloco e não tem alças. Isso dá a ele uma silhueta que nenhum concorrente da faixa repete, e faz um relógio de 40 mm ocupar menos pulso que os 40 mm dos outros.

O que ninguém avisa na loja é a outra metade: você não troca a pulseira, nunca. O que veio de fábrica acompanha o relógio até o fim.

Some a isso o fato de ele ser o piso mais barato da Mido inteira, já automático, e você tem uma compra fácil de defender. Desde que a pulseira que veio junto seja a que você quer usar pelos próximos dez anos.

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