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Baltic HMS vale a pena? O nome é a lista completa do que ele faz

Maison Garde & Co. 7 min de leitura
Baltic HMS de mostrador salmão e cristal abaulado sobre linho claro

Existe um relógio cujo nome comercial é literalmente a lista das três coisas que ele faz. O que ele não faz também está no nome, por ausência.

Quase todo nome de relógio tenta evocar alguma coisa. Corrida, mar, altitude, cidade.

Este não evoca nada. Ele apenas informa.

O nome é a ficha

HMS são as iniciais de horas, minutos e segundos.

É isso. O nome do produto é a lista completa do que ele mostra, e ela tem três itens.

O que essa lista não tem é o que decide a compra. Nenhuma das sete referências brasileiras tem data. Não existe janela, não existe disco, não existe ponteiro apontando dia nenhum.

E isso não é economia. É a marca dizendo, no próprio nome, onde ela parou de acrescentar coisa ao mostrador.

O argumento estético completo está em relógio sem data, e o resumo é curto. Uma janela de data quebra a simetria do mostrador e desloca o peso visual para um lado.

Numa linha desenhada em torno de um mostrador limpo, ela seria a única coisa fora do lugar.

O conceito de relógio de vestir está no verbete da Monochrome e o vocabulário de estilos de mostrador no panorama da mesma casa. O contexto da marca está em Baltic vale a pena, e a França aparece como polo relojoeiro no guia dos cinco países.

Acrílico nas sete

Aqui está a decisão que separa esta linha da irmã dela, e é uma decisão de material.

As sete referências declaram hesalita de cúpula alta. Hesalita é acrílico, o mesmo material do vidro do Speedmaster que foi à Lua.

Isso é notável por comparação. O Baltic Hermétique, que é o relógio de campo da mesma casa, deixa você escolher entre acrílico e safira pelo mesmo preço.

No HMS não existe escolha. É acrílico, nas sete.

A régua dos dois materiais está em safira, mineral ou acrílico, e o resumo é este:

Acrílico, ou hesalita Safira
Risca fácil quase nunca
Risco tem conserto sim, poli em casa não
Lasca não, amassa sim
Distorção nas bordas sim, e é o charme menos

A cúpula alta é o ponto. Acrílico abaulado distorce a luz nas bordas do mostrador de um jeito que safira plana não faz, e é exatamente esse efeito que a marca quis.

Ou seja, a escolha aqui não é de custo, é de aparência. Ela quer que o relógio pareça de 1960, e o cristal é a peça que mais entrega isso.

O preço a pagar é conviver com risco. Ele vai riscar, e todo risco sai com pasta de polir e cinco minutos, o que é uma relação que agrada uns e irrita outros.

As sete referências são de acrílico. Não existe versão de safira nesta linha.
As sete referências são de acrílico. Não existe versão de safira nesta linha.

Os 50 metros

Vale registrar, porque é onde a linha se separa do resto da marca.

As sete referências declaram 50 metros de água.

Compare dentro da própria casa:

Linha Água
Aquascaphe 200 m
Hermétique 150 m
HMS 50 m

A escada é honesta e cada degrau diz o que a peça é. Cinquenta metros cobre chuva, mão lavada e banho, e não cobre piscina de rotina, segundo a régua de 30, 50, 100 e 200 metros.

E faz sentido para o produto. Um relógio de vestir com cristal de acrílico e mostrador limpo não é peça de água, e a marca não fingiu que era.

Vale a nota justa. Cinquenta metros é mais do que o Longines Flagship e o La Grande Classique entregam, e os dois custam o dobro ou mais, comparação que está em Longines La Grande Classique vale a pena.

Quanto custa no Brasil

Levantamos o catálogo inteiro. São 7 referências, de R$ 5.508 a R$ 6.324, com mediana em R$ 5.508.

Peça Preço
HMS 002 prata R$ 5.508
HMS 002 preto R$ 5.508
HMS 002 azul dourado R$ 5.508
HMS 003 salmão R$ 5.508
HMS 003 azul dourado R$ 5.508
Teto, HMS 002 preto R$ 6.324

Seis das sete custam exatamente R$ 5.508. A faixa é de 1,15 vez, e na prática existe um preço só com uma exceção.

Isso torna a escolha limpa: você decide cor e geração, não patamar.

As duas gerações são o HMS 002 e o HMS 003, e as sete referências são automáticas.

A versão salmão merece nota, porque mostrador salmão é uma cor de nicho que quase nenhuma marca dessa faixa oferece, e ela sai pelo mesmo preço das outras.

Onde ele perde

Vale listar, porque é onde nasce o arrependimento.

O cristal risca. Acrílico risca desde o primeiro dia, e aqui não existe versão de safira para quem não quer isso.

Não tem data. É proposital e é o argumento da linha, e continua sendo uma função a menos.

Cinquenta metros é pouco para quem entra na água com frequência.

Não existe rede no Brasil. Marca francesa pequena não tem assistência aqui, e o custo está em revisão de relógio quanto custa.

A ficha não publica o calibre. Nenhuma das sete diz qual movimento está lá dentro.

Contra a vizinhança

A comparação na faixa de cinco a sete mil reais.

Baltic HMS Baltic Hermétique Tissot Le Locle Certina DS-1
Piso R$ 5.508 R$ 7.854 R$ 5.916 R$ 6.936
Movimento automático automático automático automático
Reserva não publicada 42 h 80 h 80 h
Água 50 m 150 m 30 m 100 m
Data não não sim sim
Cristal acrílico escolha safira safira

A leitura é boa para ele em preço e dura em reserva de marcha. O HMS é o mais barato dos quatro, e é o único que não publica quanto tempo anda parado.

O Le Locle entra R$ 408 acima com 80 horas de reserva e data. O DS-1 dobra a água e a reserva por R$ 1.428 a mais.

O que só o HMS tem é o cristal abaulado de acrílico e o mostrador sem nada sobrando.

Seis das sete custam exatamente o mesmo. Você escolhe cor, não patamar.
Seis das sete custam exatamente o mesmo. Você escolhe cor, não patamar.

Qual comprar

Compre o salmão se a cor te ganhou. Mostrador salmão é raro nessa faixa e custa o mesmo dos outros.

Compre o prata se você quer o clássico. É o mostrador que melhor entrega a intenção de 1960 da linha.

Compre o HMS 003 se você quer a geração mais recente. Ela custa o mesmo do 002.

Não compre se risco no cristal te incomoda. Acrílico risca todo dia e aqui não tem alternativa.

Não compre para nadar. Cinquenta metros não cobre piscina de rotina, e a Aquascaphe da mesma casa resolve isso por R$ 2.142 a mais.

Perguntas frequentes

O que significa HMS no Baltic?

São as iniciais de horas, minutos e segundos, que é a lista completa do que o relógio mostra. Nenhuma das referências tem data.

O Baltic HMS tem cristal de safira?

Não. As sete referências brasileiras declaram hesalita de cúpula alta, que é acrílico. A linha Hermétique da mesma marca oferece as duas opções.

Quanto custa um Baltic HMS no Brasil?

De R$ 5.508 a R$ 6.324, em 7 referências. Seis delas custam exatamente R$ 5.508.

Quantos metros o Baltic HMS aguenta?

Cinquenta metros nas sete referências. Cobre chuva e banho, e não cobre piscina de rotina.

O Baltic HMS é automático?

É. As sete referências brasileiras são automáticas, e a ficha não publica qual calibre está lá dentro.

Por que o Baltic HMS não tem data?

Porque a linha foi desenhada em torno de um mostrador limpo, e uma janela de data quebraria a simetria dele. A ausência está declarada no próprio nome.

O que fica

O HMS é o relógio mais literal do catálogo. O nome dele são as iniciais de horas, minutos e segundos, e é isso que ele faz, sem uma função a mais.

Nenhuma das sete referências tem data, e a ausência é o argumento e não uma falta.

As sete usam cristal de acrílico de cúpula alta, sem opção de safira, ao contrário da linha Hermétique da mesma casa. Isso é decisão de aparência, porque é o acrílico abaulado que faz a peça parecer de 1960.

E seis das sete custam exatamente R$ 5.508, o que reduz a compra a cor e geração.

Se você quer um mostrador que fecha certo de todos os lados e não se importa de polir cristal de vez em quando, ele resolve por cinco mil e quinhentos. Se risco te irrita ou se o relógio entra na água, a mesma marca tem duas respostas melhores.

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