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Certina DS Podium: o cronômetro certificado mais barato do Brasil

Maison Garde & Co. 6 min de leitura
Certina DS Podium de mostrador preto e bracelete de aço sobre pedra escura

Levantamos as 26 referências certificadas à venda no Brasil para achar a mais barata. Ela custa cinco mil duzentos e dois reais, é uma Certina, e é de quartzo.

Existe uma ideia repetida em toda loja de relógio: cronômetro certificado é coisa de dez mil reais para cima.

Levantamos o catálogo inteiro e o piso é quase metade disso.

O que é o DS Podium

É a linha esportiva de entrada da Certina, e o nome carrega a assinatura técnica da casa.

DS é o sistema Double Security da marca, com vedação reforçada e sistema antichoque, e o panorama dele está em Certina vale a pena.

O Podium é a versão esportiva desse conceito. Caixa de aço, bisel de escala, mostrador de cronógrafo na maior parte das referências e uma coisa que quase nenhuma linha do catálogo tem:

Todas as 13 referências brasileiras declaram 100 metros de água. Sem exceção, sem versão social enfraquecida no meio, o que é raro e vale registrar. A régua está em 30, 50, 100 e 200 metros.

O cronômetro mais barato do país

Aqui está o achado, e ele começa com uma regra jurídica que quase ninguém sabe.

A palavra cronômetro é protegida por lei na Suíça. Segundo a definição da Monochrome, nenhum relógio pode ser legalmente chamado assim sem o certificado do COSC.

Isso quer dizer que a palavra Chronometer no mostrador não é enfeite. É uma declaração com peso legal, e serve para encontrar as peças certificadas mesmo quando a ficha do produto não cita o selo.

Procurando por esse critério, o catálogo brasileiro tem 26 referências certificadas, de R$ 5.202 a R$ 16.422. E a mais barata de todas é esta:

Peça Preço
Certina DS Podium Chronometer R$ 5.202
Certina DS-8 Chronometer R$ 5.610
Certina DS-8 Chronometer verde R$ 6.222
Mido Commander II Chronometer R$ 8.568

Repare no salto. Da terceira para a quarta linha há R$ 2.346, o que faz das Certina um degrau isolado na base da categoria.

O que o selo cobra e o que ele não garante está em o que é um cronômetro certificado.

A palavra Chronometer no mostrador é declaração com peso legal.
A palavra Chronometer no mostrador é declaração com peso legal.

Por que o quartzo muda a régua

Agora a parte que surpreende, e ela inverte o que quase todo mundo assume.

O DS Podium Chronometer é de quartzo. E o COSC não certifica só mecânico: ele tem uma norma separada para quartzo, com uma tolerância de outro planeta.

Mecânico Quartzo
Tolerância COSC menos 4 a mais 6 s/dia mais ou menos 0,07 s/dia
Em um ano perto de 30 minutos menos de 30 segundos

Os números saem do glossário do COSC da Monochrome, e a diferença é de cerca de setenta vezes.

Leia de novo o que isso significa na prática. O cronômetro mecânico mais caro do catálogo brasileiro pode errar dez segundos por dia dentro da norma. Este, de cinco mil duzentos e dois reais, erra menos de meio minuto por ano.

Isso não faz o quartzo melhor em tudo. Ele não tem o mecanismo, não tem a reserva de marcha e não tem a conversa. Mas em precisão medida ele ganha, e ganha sem discussão, como explica quantos segundos um relógio pode errar.

O panorama dos selos da relojoaria está numa guia de certificações da Monochrome, que mostra quantos existem além do COSC.

Quanto custa no Brasil

Levantamos o catálogo inteiro. São 13 referências, de R$ 5.202 a R$ 10.200, com mediana em R$ 6.324.

Peça Preço
Piso, DS Podium Chronometer R$ 5.202
DS Podium Chrono R$ 5.406
DS Podium GMT R$ 5.508
DS Podium Chrono azul R$ 6.222
Teto, DS Podium automático R$ 10.200

O corte de movimento é 10 de quartzo e 3 automáticos. A linha é de quartzo por projeto, e o automático é a exceção cara no topo.

Repare também no GMT a R$ 5.508. Segundo fuso horário nessa faixa é raro, e a categoria inteira está em relógio GMT até R$ 5.000.

Vale dizer de onde vem a diferença entre os dois tipos de motor. O comparativo entre mecânico e quartzo da Monochrome explica que o cristal oscila numa frequência muito acima da de qualquer balanço, e é daí que sai a vantagem de medida.

O teto de R$ 10.200 muda o produto por completo. Ele é automático, sai da lógica de precisão da linha e entra numa disputa em que a marca tem menos a oferecer.

Onde ele perde

Vale listar, porque é onde nasce o arrependimento.

A marca é invisível no Brasil. Certina não tem o reconhecimento de Tissot nem de TAG Heuer, e isso pesa na revenda, como discute relógio é investimento.

Quartzo não emociona. Quem quer mecanismo vai achar o produto sem alma, e essa crítica é legítima.

O desenho é datado. O Podium é esportivo dos anos 2000, com bisel de escala e mostrador cheio, e isso agrada menos hoje.

O automático custa o dobro. Dez mil e duzentos pelo topo da linha coloca ele contra concorrentes de nome muito maior.

A pilha é consumível. Quartzo comum pede troca a cada dois ou três anos, ao contrário do solar, assunto de Citizen Eco-Drive vale a pena.

Contra a vizinhança

A comparação na faixa de cinco a seis mil reais.

DS Podium Chrono Tissot PR 100 Certina DS-1 Mido Commander
Piso R$ 5.202 R$ 3.264 R$ 6.936 R$ 6.120
Movimento quartzo quartzo automático automático
Certificado COSC sim não não não
Água 100 m 100 m menos menos

A leitura é direta e cabe numa linha. Nenhum dos vizinhos é certificado, e este é o único da faixa que passou por ensaio independente.

O PR 100 entra quase dois mil abaixo com a mesma água e sem o selo. O DS-1 e o Commander entregam mecânica por mais.

O piso é de quartzo, e o automático é a exceção cara no topo.
O piso é de quartzo, e o automático é a exceção cara no topo.

Qual comprar

Compre o Chronometer se precisão te move. É o degrau de entrada em certificação do mercado brasileiro e não existe nada mais barato com selo.

Compre o GMT se você viaja. Segundo fuso por R$ 5.508 é dos preços mais baixos da função.

Compre o Chrono se você quer a função de cronometrar. Ele custa R$ 204 acima do certificado e a ficha da complicação está em cronógrafo vale a pena.

Não compre se você quer mecânica. A linha é de quartzo por projeto, e o automático dela custa o dobro.

Não compre esperando reconhecimento. Ninguém vai identificar uma Certina no seu pulso, e isso é da marca e não do modelo.

Perguntas frequentes

Qual o cronômetro certificado mais barato do Brasil?

O Certina DS Podium Chronometer, a R$ 5.202. Ele é de quartzo, e é a peça com selo COSC mais barata das 26 à venda aqui.

O COSC certifica relógio de quartzo?

Certifica, com norma própria. A tolerância é de mais ou menos 0,07 segundo por dia, contra menos 4 a mais 6 do mecânico.

O que significa DS na Certina?

Double Security, o sistema da marca com vedação reforçada e proteção contra choque, presente em toda a linha.

Quanto custa um DS Podium no Brasil?

De R$ 5.202 a R$ 10.200, em 13 referências, com mediana em R$ 6.324.

O DS Podium é automático?

Só três das treze referências. A linha é de quartzo por projeto, e o automático é o topo do preço.

Quantos metros o DS Podium aguenta?

Cem metros em todas as 13 referências brasileiras, sem exceção.

O que fica

A ideia de que cronômetro certificado começa em dez mil reais é falsa, e o catálogo brasileiro prova isso com folga.

O piso é R$ 5.202, num Certina DS Podium, e o dado que mais surpreende é o seguinte: ele é de quartzo.

O COSC tem uma norma separada para quartzo, e ela é cerca de setenta vezes mais apertada que a do mecânico. Mais ou menos sete centésimos de segundo por dia, contra menos 4 a mais 6.

Ou seja, o relógio com selo mais barato do país também é, de longe, o mais preciso deles.

Quem compra cronômetro mecânico não está comprando exatidão. Está comprando exatidão dentro de uma escolha que já foi feita por outro motivo, e esse motivo é o mecanismo.

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