Certina DS Podium: o cronômetro certificado mais barato do Brasil
Levantamos as 26 referências certificadas à venda no Brasil para achar a mais barata. Ela custa cinco mil duzentos e dois reais, é uma Certina, e é de quartzo.
Existe uma ideia repetida em toda loja de relógio: cronômetro certificado é coisa de dez mil reais para cima.
Levantamos o catálogo inteiro e o piso é quase metade disso.
O que é o DS Podium
É a linha esportiva de entrada da Certina, e o nome carrega a assinatura técnica da casa.
DS é o sistema Double Security da marca, com vedação reforçada e sistema antichoque, e o panorama dele está em Certina vale a pena.
O Podium é a versão esportiva desse conceito. Caixa de aço, bisel de escala, mostrador de cronógrafo na maior parte das referências e uma coisa que quase nenhuma linha do catálogo tem:
Todas as 13 referências brasileiras declaram 100 metros de água. Sem exceção, sem versão social enfraquecida no meio, o que é raro e vale registrar. A régua está em 30, 50, 100 e 200 metros.
O cronômetro mais barato do país
Aqui está o achado, e ele começa com uma regra jurídica que quase ninguém sabe.
A palavra cronômetro é protegida por lei na Suíça. Segundo a definição da Monochrome, nenhum relógio pode ser legalmente chamado assim sem o certificado do COSC.
Isso quer dizer que a palavra Chronometer no mostrador não é enfeite. É uma declaração com peso legal, e serve para encontrar as peças certificadas mesmo quando a ficha do produto não cita o selo.
Procurando por esse critério, o catálogo brasileiro tem 26 referências certificadas, de R$ 5.202 a R$ 16.422. E a mais barata de todas é esta:
| Peça | Preço |
|---|---|
| Certina DS Podium Chronometer | R$ 5.202 |
| Certina DS-8 Chronometer | R$ 5.610 |
| Certina DS-8 Chronometer verde | R$ 6.222 |
| Mido Commander II Chronometer | R$ 8.568 |
Repare no salto. Da terceira para a quarta linha há R$ 2.346, o que faz das Certina um degrau isolado na base da categoria.
O que o selo cobra e o que ele não garante está em o que é um cronômetro certificado.

Por que o quartzo muda a régua
Agora a parte que surpreende, e ela inverte o que quase todo mundo assume.
O DS Podium Chronometer é de quartzo. E o COSC não certifica só mecânico: ele tem uma norma separada para quartzo, com uma tolerância de outro planeta.
| Mecânico | Quartzo | |
|---|---|---|
| Tolerância COSC | menos 4 a mais 6 s/dia | mais ou menos 0,07 s/dia |
| Em um ano | perto de 30 minutos | menos de 30 segundos |
Os números saem do glossário do COSC da Monochrome, e a diferença é de cerca de setenta vezes.
Leia de novo o que isso significa na prática. O cronômetro mecânico mais caro do catálogo brasileiro pode errar dez segundos por dia dentro da norma. Este, de cinco mil duzentos e dois reais, erra menos de meio minuto por ano.
Isso não faz o quartzo melhor em tudo. Ele não tem o mecanismo, não tem a reserva de marcha e não tem a conversa. Mas em precisão medida ele ganha, e ganha sem discussão, como explica quantos segundos um relógio pode errar.
O panorama dos selos da relojoaria está numa guia de certificações da Monochrome, que mostra quantos existem além do COSC.
Quanto custa no Brasil
Levantamos o catálogo inteiro. São 13 referências, de R$ 5.202 a R$ 10.200, com mediana em R$ 6.324.
| Peça | Preço |
|---|---|
| Piso, DS Podium Chronometer | R$ 5.202 |
| DS Podium Chrono | R$ 5.406 |
| DS Podium GMT | R$ 5.508 |
| DS Podium Chrono azul | R$ 6.222 |
| Teto, DS Podium automático | R$ 10.200 |
O corte de movimento é 10 de quartzo e 3 automáticos. A linha é de quartzo por projeto, e o automático é a exceção cara no topo.
Repare também no GMT a R$ 5.508. Segundo fuso horário nessa faixa é raro, e a categoria inteira está em relógio GMT até R$ 5.000.
Vale dizer de onde vem a diferença entre os dois tipos de motor. O comparativo entre mecânico e quartzo da Monochrome explica que o cristal oscila numa frequência muito acima da de qualquer balanço, e é daí que sai a vantagem de medida.
O teto de R$ 10.200 muda o produto por completo. Ele é automático, sai da lógica de precisão da linha e entra numa disputa em que a marca tem menos a oferecer.
Onde ele perde
Vale listar, porque é onde nasce o arrependimento.
A marca é invisível no Brasil. Certina não tem o reconhecimento de Tissot nem de TAG Heuer, e isso pesa na revenda, como discute relógio é investimento.
Quartzo não emociona. Quem quer mecanismo vai achar o produto sem alma, e essa crítica é legítima.
O desenho é datado. O Podium é esportivo dos anos 2000, com bisel de escala e mostrador cheio, e isso agrada menos hoje.
O automático custa o dobro. Dez mil e duzentos pelo topo da linha coloca ele contra concorrentes de nome muito maior.
A pilha é consumível. Quartzo comum pede troca a cada dois ou três anos, ao contrário do solar, assunto de Citizen Eco-Drive vale a pena.
Contra a vizinhança
A comparação na faixa de cinco a seis mil reais.
| DS Podium Chrono | Tissot PR 100 | Certina DS-1 | Mido Commander | |
|---|---|---|---|---|
| Piso | R$ 5.202 | R$ 3.264 | R$ 6.936 | R$ 6.120 |
| Movimento | quartzo | quartzo | automático | automático |
| Certificado COSC | sim | não | não | não |
| Água | 100 m | 100 m | menos | menos |
A leitura é direta e cabe numa linha. Nenhum dos vizinhos é certificado, e este é o único da faixa que passou por ensaio independente.
O PR 100 entra quase dois mil abaixo com a mesma água e sem o selo. O DS-1 e o Commander entregam mecânica por mais.

Qual comprar
Compre o Chronometer se precisão te move. É o degrau de entrada em certificação do mercado brasileiro e não existe nada mais barato com selo.
Compre o GMT se você viaja. Segundo fuso por R$ 5.508 é dos preços mais baixos da função.
Compre o Chrono se você quer a função de cronometrar. Ele custa R$ 204 acima do certificado e a ficha da complicação está em cronógrafo vale a pena.
Não compre se você quer mecânica. A linha é de quartzo por projeto, e o automático dela custa o dobro.
Não compre esperando reconhecimento. Ninguém vai identificar uma Certina no seu pulso, e isso é da marca e não do modelo.
Perguntas frequentes
Qual o cronômetro certificado mais barato do Brasil?
O Certina DS Podium Chronometer, a R$ 5.202. Ele é de quartzo, e é a peça com selo COSC mais barata das 26 à venda aqui.
O COSC certifica relógio de quartzo?
Certifica, com norma própria. A tolerância é de mais ou menos 0,07 segundo por dia, contra menos 4 a mais 6 do mecânico.
O que significa DS na Certina?
Double Security, o sistema da marca com vedação reforçada e proteção contra choque, presente em toda a linha.
Quanto custa um DS Podium no Brasil?
De R$ 5.202 a R$ 10.200, em 13 referências, com mediana em R$ 6.324.
O DS Podium é automático?
Só três das treze referências. A linha é de quartzo por projeto, e o automático é o topo do preço.
Quantos metros o DS Podium aguenta?
Cem metros em todas as 13 referências brasileiras, sem exceção.
O que fica
A ideia de que cronômetro certificado começa em dez mil reais é falsa, e o catálogo brasileiro prova isso com folga.
O piso é R$ 5.202, num Certina DS Podium, e o dado que mais surpreende é o seguinte: ele é de quartzo.
O COSC tem uma norma separada para quartzo, e ela é cerca de setenta vezes mais apertada que a do mecânico. Mais ou menos sete centésimos de segundo por dia, contra menos 4 a mais 6.
Ou seja, o relógio com selo mais barato do país também é, de longe, o mais preciso deles.
Quem compra cronômetro mecânico não está comprando exatidão. Está comprando exatidão dentro de uma escolha que já foi feita por outro motivo, e esse motivo é o mecanismo.